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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Light Asylum


Electronic/Synthpop/Darkwave
http://www.facebook.com/pages/LIGHT-ASYLUM/
 (EUA)





Não há qualquer tipo de trabalho inspirado nas referências criadas ao longo da década de 1980 que outros grupos ou produtores já não tenham mexido ou reaproveitado centenas se não milhares de vezes. Da frente absurda de projetos que tomaram de assalto a industria da música no começo da última década aos pequenos focos de resistência que vez ou outra aparecem pela cena musical, há sempre alguém que se arrisque a mergulhar novamente pelas variadas experiências do período, sejam elas as luzes fluorescentes do Synthpop ou as atmosféricas manifestações do pós punk, elementos que parecem se movimentar em cada mínima fração do primeiro álbum da dupla nova-iorquina Light Asylum.




Vindos de uma bem sucedida série de singles e um poderoso EP lançados no decorrer dos últimos dois anos, o casal composto por Shannon Funchess (voz e percussão) e Bruno Coviello (sintetizadores e bateria eletrônica) faz do primeiro álbum completo uma apurada continuação de tudo que fora montado há mais de três décadas no mundo da música, ora voltando os olhos para a Londres do começo dos anos 80, ora para a Chicago do final do mesmo período. Divididos entre a agressividade sincera das letras construídas em conjunto e doses amenas de teclados robóticos, a dupla consegue alcançar todos os limites e estruturas que afloraram durante o período que tanto os inspira, aproveitando ainda para estabelecer pequenas doses de uma sonoridade própria e quase genuína.
Claramente dividido em duas metades, o homônimo álbum de estreia tem nos primeiros 24 minutos a expansão do lado comercial e consequentemente dançante do projeto, uma espécie de continuação assertiva, porém tímida, do que o duo havia proposto no inteligente In Tension EP lançado no último ano. Das batidas secas que se apoderam da faixa Hour Fortress aos vocais e teclados rasgados que invadem o hit IPC, tudo faz parte da herança deixada pelos artistas mais populares do período, grupos como New Order, Orchestral Manoeuvres in the Dark e (principalmente) Depeche Mode que vez ou outra tentam imprimir marcas bastante expressivas nos sons acizentados que se manifestam nas composições do casal.


Ao mesmo tempo em que esbanjam referências típicas do que fora proposto na música típica dos anos 80, Coviello, principal responsável pela sonoridade que define o trabalho encontra alguns claros reforços no que outros grupos desenvolveram ao longo da última década. Dos sintetizadores ágeis que preenchem Heart of Dust ao toque climático de Sins of the Flesh, não são poucos os momentos em que o trabalho da dupla The Knife se manifesta. Quem também se manifesta é Travis Egedy, responsável pelo Pictureplane e por abençoar o álbum com uma leve carga de sujeira musical que se manifesta em boa parte do acelerado Thee Physical. Além deles é possível encontrar referências vindas uma série de outros nomes do cenário atual, grupos que auxiliam o duo a solidificar a face eletrônica do registro.


O grande acerto da dupla, entretanto, está em utilizar da eletrônica obscura do período apenas como um plano de fundo, um complemento para as letras sorumbáticas que se evidenciam na segunda metade do registro. Mesmo queSins of the Flesh prepare o ouvinte para esse tipo de sonoridade, é só quando a melancolia densa de Angel Tongue toma formas que finalmente nos encontramos com o verdadeiro reduto de beleza do trabalho, que se aproxima fortemente do pós punk britânico e traz nos vocais graves de Funchess todo o reforço que faltava ao álbum. Visivelmente mais sentimental, o álbum revela uma série de amarguradas composições como Shallow Tears e End of Days, que invertem a lógica do disco e apresentam o real valor dele.
A estreia do Light Asylum faz com que elementos tão gastos e por vezes até banalizados ganhem um toque de novo – ou ao menos sejam melhor explorados pelo casal. Mesmo que alguns prováveis hits surjam protegidos por uma capa tímida e algumas canções segurem demais o freio na hora de mergulhar o álbum em uma sonoridade mais ampla e essencialmente sentimental, desenvencilhar-se ou não se deixar conduzir pelo trabalho é uma tarefa quase impossível. Seja flertando com o pós punk ou brincando com o Synthpop, o duo sabe exatamente onde está pisando, talvez por isso o registro soe tão completo ou consiga agradar o ouvinte das mais distintas maneiras.



Texto retirado do site: http://miojoindie.com/tag/light-asylum/

domingo, 18 de julho de 2010

Sigue Sigue Sputnik

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Os Sigue Sigue Sputnik foram, provavelmente, a primeira banda a tocar o denominado rock electrónico.

Tocavam músicas estranhas, vestiam roupas excêntricas, chamavam a atenção de todos devido aos extravagantes penteados cor-de-rosa. Razões mais que suficientes para os Sigue Sigue Sputnik darem nas vistas logo que surgiram na cena musical britânica.

A carreira dos Sigue Sigue Sputnik começou na década de 80. Tony James pertencia a uma banda chamada Generation X, que contava também com a presença de Billy Idol. O grupo desfez-se mas James quis continuar na música e formar um projecto fora do normal. Tão fora do normal que teve sérias dificuldades para encontrar quem quisesse partilhar este projeto com ele. Algum tempo depois, consegue despertar o interesse do guitarrista Neal X e, mais tarde, de Martin Degville, proprietário de uma loja de roupas. Juntam-se a este peculiar grupo uma teclista - Yana - e dois bateristas - Cris Cavanaugh e Ray Mayhew.


Em meados da década de 80 a banda estava formada. Mas o engraçado é que alguns dos membros mal sabiam tocar os respectivos instrumentos e, além disso, o grupo nem sequer tinha nome. Começam então os ensaios e o nome acaba por surgir por acaso. Foi inspirado num gang russo que se auto-intitulava Sigue Sigue Sputnik. Tony James achou graça ao nome e decidiu adoptá-lo para a sua banda.

A primeira actuação ao vivo deu-se em 85. Em palco, a peculiaridade dos Sigue Sigue Sputnik era ainda mais evidente. A imagem do grupo e o rock electrónico e psicadélico que tocavam, ainda pouco comum na época, chamaram a atenção de uma editora que os contratou. Love Missile F1-11 foi o primeiro single a ser lançado e foi a chave para o sucesso da banda britânica. A sonoridade era algo de novo e, por isso, não foi de estranhar que o disco de estreia dos Sigue Sigue Sputnik - Flaunt It , editado em 1986, acabasse por ser um sucesso estrondoso.

Dress for Excess , o segundo álbum da banda, surge em 1988. O êxito do primeiro trabalho repete-se e as vendas atingem bons níveis. Mas pouco tempo depois a excentricidade dos Sigue Sigue Sputnik deixa de fazer sentido. O público cansou-se rapidamente e aquilo que inicialmente tinha sido novidade era agora quase que antiquado. A carreira do grupo entra em declínio e pode dizer-se que o ciclo se fecha em 1992 com o lançamento de The Ultimate 12 .

Já durante a década de 90, e completamente arredados dos palcos, os Sigue Sigue Sputnik voltaram a apostar e a render-se às novas tecnologias. Desta vez, não aos sintetizadores mas sim à Internet. Criaram um site oficial e têm conseguido, ao longo dos anos, perpetuar a sua existência e, claro, vender uns discos de remisturas.
Fonte 


Download do álbum 21st Century Boys – The Best Of


segunda-feira, 28 de junho de 2010

I.O.N (Industriae Omnipotens Naturae) - {Belém - Pará}

Indústria. Máquina. Soa como um grito esquizofrênico e um carinho nervoso. Como uma melodia de fumaça e caos. Soa como amor. E coisas do lixo. O canto sublime da oxidação.

domingo, 12 de julho de 2009

Latromoden - onze


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Mês passado foi lançado o primeiro trabalho do mais novo projeto do gótico baiano a Latromodem. Formado por Robson Sinistro (vocalista da Banda Almas Mortas) e André Araújo. Um cd com 10 músicas próprias com letras em português e mais uma versão da musica Hollow Hills do Bauhaus.
Letras intensas que falam de dor, sofrimento, sombras, morte, pesadelos e outras coisas que fazem refletir sobre a vida. A atmosfera da musica da Latromodem tem um leve um toque eletrônico não dispensando o lado sombrio.
Belíssimo trabalho e que com certeza até hoje não parei de escutar.


Contatos para comprar o cd:
Tel: (71) 8770-3787 / 8607-2376


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